Mazeweg | Mastodonte
Mastodonte, Mazeweg, Ricardo B. Marques, Bruno Esteves, Oscar Silva
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De: Óscar Silva e Ricardo B. Marques
Escrito por: Ricardo B. Marques
Interpretado por: Óscar Silva e Ágata Pinho
Composição sonora: Cristian Vogel
Cenografia: espinalMedula
Desenho de Luz: Tiago Correia
Produção Executiva: Bruno Esteves
Teatro Nacional D. Maria II

Sinopse:

Este é um ensaio sobre a angústia de um homem que tem de escolher entre a libertação olímpica ou encontrar o seu destino na terra como comediante condenado ao desaparecimento. Em cena há um ator, um homem que tem tudo o que pode desejar, mas que, no entanto, quer mais. Tem o desejo constante de se transfigurar e saltar de personagem em personagem. Para ele, a salvação só pode chegar do infinito. Está sempre entre a agressão e a piedade, e a consciência da técnica não o deixa descansar. Mastodonte manifesta-se assim no corpo e na voz deste homem que não escapa à brutalização do amor, nem do massacre.

 

MASTODONTE

Um espetáculo em 3 atos de Óscar Silva e Ricardo B. Marques que escreve livremente a partir da ópera Tannhäuser de Wagner, bem como da peça Minetti de Thomas Bernhard. Nestas referências encontramos como personagens principais um ator envelhecido no fim da sua vida, em Minetti, e em Tannhäuser um cantor que hesita entre o divino e o mortal. Em MASTODONTE, a coincidência destes personagens acontece no intérprete Óscar Silva que, retomando Minetti, refaz o seu percurso como se este pudesse ter novamente um corpo jovem e lhe fosse permitido voltar a jogar com toda a experiência que o tempo lhe possibilitou. Da ópera importa a utopia e o sonho, a projeção poética que Tannhäuser coloca no seu conflito entre céu e terra. O personagem central de MASTODONTE é um ator que olha para o seu trabalho enquanto fala com a sua musa, interpretada por Ágata Pinho, uma hipótese de mulher ideal que o escuta e interpela.
Nos projetos em que Óscar Silva e Ricardo B. Marques trabalham juntos existe sempre um elemento comum a todos eles, a demarcação do tempo concreto e presente do teatro. Em MASTODONTE esta construção é feita através da sistematização da linguagem. Todo esse universo é trazido ao presente através da palavra do intérprete, numa relação com a composição sonora, manipulada em tempo real por Cristian Vogel.